Joga-se muito pouco!

Ao contrário do expectável este campeonato do Mundo está aquém de todas as expectativas. As seleções favoritas, apesar de estares todas a conseguir o apuramento, à exceção da Alemanha, ainda não convenceram os amantes de futebol. Na minha ótica, este ano está a comprovar que mais importante do que as individualidades é a equipa, o todo. E se analisarmos bem todos os jogos, apesar dos grandes jogadores fazerem a diferença, o que tem sido notório é mesma a forma como, em equipa, as seleções se superam. Mas em boa verdade não é que me preocupe as outras seleções, Portugal já dá dores de cabeça que chegue. Por falar em dores de cabeça, ainda há portugueses que continuam a resistir ao sofrimento que temos vivido? Começa a ser nosso apanágio sofrer até ao último segundo. Mas enquanto o sofrimento acabar bem, não nos podemos queixar.

Somos campeões da Europa, será pedir muito prolongar este sonho até ao dia 15 de julho e conquistar o Mundo? Está certo que não praticamos o melhor futebol, de longe que não estamos a conseguir convencer ninguém, mas o destino somos nós que o fazemos. E eu, e milhares de portugueses, ainda acreditamos, mas… joga-se muito pouco!

Quando se é campeão da Europa há todo um estatuto que nos aufere outras responsabilidades. No entanto, continuamos a ser visto como a Grécia quando venceu em 2004 o Europeu. Sorte. Somos os campeões com sorte. E a forma como temos jogado só dá credibilidade ao críticos.

Temos jogado realmente muito pouco. Muito menos do que esperávamos e até do que acreditávamos ser possível. Ainda assim há um jogador que tem sido a nossa âncora. Não vou falar do Ronaldo, porque seria um cliché. Ter um Ronaldo é ter praticamente tudo, e isso ninguém lhe tira, mesmo que vá falhando uns penaltis.
Mas há outro jogador que tem sido gigante, enorme, tão grande quanto o nosso sonho de vencer. Falo do Pepe. Daquele que foi o nosso melhor jogador no Europeu e que, se continuarmos em competição, arrisca-se a ser novamente o melhor.

O tempo não passa para este senhor. Imperial na defesa, corta as bolas de uma forma inacreditável e ainda arrisca ofensivamente. Ao contrário dos restantes jogadores, o Pepe, a par do Ronaldo e do Patrício, tem sido os únicos a mostrar a razão de sermos campeões. Os outros vão andando perdidos, mas a “sorte” continua do nosso lado. E que assim continue até ao fim.