Seleção Nacional com futuro, até no banco!

Portugal venceu ontem a seleção escocesa por 3-1, num jogo de carácter particular. Fernando Santos fez figurar no onze jogadores que não são as suas principais escolhas para os jogos a contar para as competições mais importantes, mas os “substitutos” deram uma excelente resposta.

Num onze titular onde apenas Rúben Dias se manteve do jogo frente à Polónia, Fernando Santos tem de estar contente com a exibição dos restantes jogadores. Notando-se alguma falta de ligação no início de jogo, como é normal, jogadores que poucas ou nenhuma vezes tinham jogado juntos, foi uma boa resposta das segundas escolhas do selecionador português.

Num ritmo lento a seleção nacional venceu e só não goleou por ter sofrido já nos últimos minutos de jogo. Ficam no olho as boas exibições de Hélder Costa, Bruma, Éder e de Kevin Rodrigues, não que os outros não tenham estado bem, mas sim porque a meu ver dos onze que iniciaram o jogo estes foram para mim os que mais se destacaram.

Foto: Facebook Seleções Portugal

O trio da frente demonstrou qualidade suficiente para entrar para o onze base de Fernando Santos, se assim for necessário ou por más prestações dos rivais de posições ou por lesão dos mesmos, não se perdendo assim muita qualidade. Para além desses, Kevin Rodrigues mostrou ser capaz de assegurar a posição caso tenha de ser chamado, realizou uma excelente exibição coroada com uma assistência.

O futuro está assegurado.

Dos 17 jogadores que jogaram ontem 13 têm idade igual ou inferior a 27 anos, pelo que num cenário razoável poderão jogar mais um Europeu e muito provavelmente um Mundial. Dos 13, sete têm idade igual ou abaixo de 25 o que indica que poderão jogar mais quatro competições internacionais pela Seleção Nacional.

Cláudio Ramos, o exemplo a seguir

A estreia de Cláudio Ramos pela Seleção Nacional é de uma importância extrema, numa forma de mostrar a todos os jogadores portugueses que é possível ser chamado a representar a sua nação mesmo estando fora de Sporting, SL Benfica, FC Porto e SC Braga. É de louvar a sua estreia e fica o desejo de que muitos jogadores fora do contexto “grande” sejam chamados também.