O Cantinho do Santos: Convidada Natália Serhiyenko

Olá a todos. Hoje no meu cantinho recebo Natália Serhiyenko, de 22 anos, ucraniana que está em Portugal desde os 7 anos, estudante de medicina dentária e namorada do Campeão do Mundo de Hóquei em Patins, Rafa Costa.

Ricardo Santos (RS): Relativamente à tua adaptação a um novo país foi fácil?

Natália Serhiyenko (NS): Sim foi, como era miúda foi tudo tranquilo, desde aprender a língua, a adaptar-me a pessoas novas, a um país novo…

RS: E em relação ao curso de medicina dentária…porquê esta escolha?

NS: O curso de medicina dentária não era a minha primeira escolha, sempre quis seguir um curso na área da saúde mas na altura estava inclinada para cardiopneumologia, no entanto surgiu a oportunidade e se calhar a pensar um pouco melhor no futuro quis uma área que talvez me garanta mais emprego e mais oportunidades no mundo profissional…é sempre uma incógnita como é óbvio mas na altura o pensamento foi este.

RS: Gostas de?

NS: Gosto de aproveitar o tempo livre, passear, conhecer sítios novos, ir à praia renovar energias.

RS: Não gostas de?

NS: Não gosto de injustiças e de chegar atrasada.

RS: Qual a coisa mais estranha que já te disseram numa SMS? (risos)

NS: Pedirem me uma entrevista por ser namorada de um jogador de hóquei (risos)

RS: Passando para essa parte, conta-me como viveste a semana do Mundial…primeiro cá, depois lá, conta-me…

NS: Claro começa tudo cá quando eles começam com o estágio no luso, essas semanas são tranquilas. Depois começando os jogos a vontade é que ganhem tudo e quando não é um jogo fácil também sofro um bocadinho (risos) Neste mundial desde o jogo com a Itália até à final com a Argentina foi um misto de emoções até ao fim…desde pensar que “pronto já fomos” como “afinal vamos ganhar isto”. Não é fácil para eles em campo mas as namoradas também sofrem muito (risos)

RS: Estiveste in loco no Palau Blaugrana desde quando?

NS: Desde o jogo da meia final com a Espanha.

RS: Sofre-se mais a ver na televisão ou ao vivo?

NS: Ao vivo claro!! Vive-se muito mais o momento.

RS: Peço-te para recuar a este momento…final, 3 penaltis já marcados, Ordoñez da Argentina falha, segue-se Rafa para bater, se marca Portugal é campeão do Mundo. O que sentiste neste momento antes do Rafa bater a grande penalidade?

NS: Primeiro fiquei um bocado admirada porque ele não costuma ir marcar pênaltis, mas achei que se foi é porque sentiu que estava confiante e quis acreditar que ia ser o golo da vitória.

RS: Rafa rematou e falhou…qual o sentimento?

NS: Eu pensei que se não marcou é porque tinha de ser assim…na verdade não há nenhum sentimento em específico porque já tinha sofrido tanto durante o jogo que foi mais um desses momentos…aliás eles gostam de nos fazer sofrer até a última (risos).

RS: Mas explica-me lá…tu estás lá, como a maioria dos portugueses queres que Portugal ganhe, mas durante o jogo e isso deves estar com os olhos mais no Rafa, ou não?

NS: É assim…eu quero sempre que o Rafa faça o seu melhor e principalmente que não se aleije, mas ele não joga sozinho eles são uma equipa…em jogos como estes é difícil ficarmos só a olhar para o nosso namorado porque queremos é que a equipa marque golos porque é isso que nos leva a vitória.

RS: Quando o Girão defende o penalti decisivo qual foi a sensação?

NS: Foi uma explosão de alegria ao mesmo tempo sem acreditar no que estava a acontecer!

RS: Depois de um jogo menos conseguido com a Itália, e com a Espanha, em Espanha, pelo caminho, muitos portugueses não acreditavam. Tu acreditavas? E o que ele te transmitia? Que era possível?

NS: Olha não estive sempre confiante, tanto acreditava como perdia a esperança e depois voltava a acreditar. O Rafa transmitia calma e estava confiante sobre o resultado…disse-me sempre que era desta vez que iam ganhar e assim foi.

RS: O que destacas dos dois dias que estiveste lá? Tirando a resposta óbvia (risos)

NS: O ambiente que se viveu no pavilhão foi maravilhoso! Estarmos todos lá a torcer pelo mesmo foi muito bonito.

RS: Dentro de campo existiu grande união entre os jogadores e equipa técnica! Fora viu-se também essa união por parte de vocês familiares dos vários elementos da seleção. Sentes que esse apoio da vossa parte in loco é fundamental?

NS: Sim sem duvidas! Nós sabemos que esse apoio é importante e tentamos estar sempre presentes, não só nas finais mas em todos os jogos.

RS: Não falhas um jogo então no Dragão Arena?

NS: Normalmente vou ver sempre, a não ser que tenha outros compromissos.

RS: Conta-me a tua ligação ao desporto Já praticaste alguma coisa, seguias alguma coisa?

NS: Já andei nas danças de salão quando era mais nova, mas depois deixei. Não sigo nenhum desporto em especial a não ser agora o hóquei mas posso te dizer que antes de conhecer o rafa nem sabia que isso existia (risos)

RS: E já estás rendida ao hóquei? (risos)

NS: Sim já! Agora já sou quase uma entendida e mando bitaites da bancada (risos)

RS: Nesse caso peço-te que destaques as caraterísticas que achas mais fortes no Rafa enquanto jogador?

NS: Não consigo responder a essa pergunta porque ele para mim é o melhor do mundo!!!