SL BENFICA: Bruno Lage na antevisão: “São 20 anos a pensar pela minha cabeça”

Bruno Lage garantiu, esta sexta-feira, que a derrota com o Olympique Lyon, para a Liga dos Campeões, não irá pesar na equipa para o duelo deste sábado, com o Santa Clara. Em conferência de imprensa, o treinador do Benfica abordou, ainda, a situação de Ferro e deixou um apelo aos adeptos.

“O nosso objetivo é sair de lá na mesma posição e para isso temos que fazer um grande jogo. Vamos jogar contra uma equipa bem trabalhada pelo João Henriques, que tem apresentado um bom futebol, com vitórias. É uma equipa que domina dois sistemas muito bem. Poderemos ter que jogar contra mais uma linha de cinco. Temos que estar preparados para todas as eventualidades, para terminar este ciclo de sete jogos líderes do campeonato”

“O foco é sempre a nossa forma de estar na vida. Os jogadores estão habituados a isso. Enquanto jogadores e treinadores de equipa grande, não podemos olhar para trás e pensar no que perdemos ou ganhámos. É fechar um jogo, fazer a análise do jogo e olhar para o adversário, com os seus pontos fortes e as oportunidades que nos dão para ter espaços.”

O passo seguinte é termos a capacidade de fazer competições europeias à dimensão do clube, mas seguindo uma filosofia. Veja a questão por outro lado. Tendo o Benfica capacidade para segurar os melhores jogadores da formação, seguramente nos próximos oitavos-de-final, seis desses jogadores estarão lá. Quando a situação financeira estiver estabelecida, conseguiremos segurar os jogadores. Temos essa ambição e exigência, mas nada nos pode tirar deste projeto. As pessoas que lideram o Benfica acreditam que esta é a estratégia, e nós, independentemente dos resultados, não podemos fugir dela.”

” Tenho 43 anos, terminei o curso há 23. Daí, 15 ou 20 colegas foram dar aulas. Eu não fui, tentei investir na carreira como treinador. Muitos colegas diziam-me que ia para o futebol ganhar 100 ou 200 euros no início de carreira, enquanto os professores ganhavam 1400 ou 1500. Eu pensei pela minha cabeça e fui atrás desse sonho. Passados uns anos, cheguei ao Benfica, e, a determinada altura, senti que precisava de um projeto. Os meus colegas aqui diziam ‘Ninguém sai do Benfica’. Eu pensei pela minha cabeça, fui à minha vida. Estive no Dubai, em Inglaterra…. Até que chegou o convite para voltar aqui, à equipa B. Toda a gente dizia ‘Vais deixar a Premier League para competir na II Liga’. Pensei pela minha cabeça e vim. Independentemente do que possam dizer, são 20 anos a pensar pela minha cabeça. Quero um dia olhar para trás e perceber o percurso que fiz a pensar pela minha cabeça.”