ÚLTIMA HORA: Claque do Sporting ‘arrasa’ o clube e Frederico Varandas

A claque Directivo Ultras XXI emitiu um comunicado no qual se pronunciou acerca da decisão do Sporting em expulsar as claques das suas sedes, que se encontram localizadas no estádio José Alvalade.

No entender deste grupo organizado, a sua sede “não é propriedade do Sporting Clube de Portugal nem da Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD, pelo que não se reconhece a estas entidades qualquer legitimidade para endereçar “ordens” ou “ultimatos” relativamente à ocupação e utilização do referido espaço”.

Leia o comunicado dos Directivo Ultras XXI na íntegra:

“A Associação DIRECTIVO ULTRAS XXI, na qualidade de Grupo Organizado de Adeptos e de Associados do Sporting Clube de Portugal, em função da multiplicação e disseminação de notícias nos meios de comunicação social que envolvem o seu nome, vem, pelo presente meio, informar os seus Associados e o público em geral do seguinte:

1) No que respeita ao local onde funciona a sede social desta Associação, reiteramos que o mesmo não é propriedade do Sporting Clube de Portugal nem da Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD, pelo que não se reconhece a estas entidades qualquer legitimidade para endereçar “ordens” ou “ultimatos” relativamente à ocupação e utilização do referido espaço;

2) Antes de pensar recorrer à Polícia de Segurança Pública ou a qualquer outra força de segurança para auxiliar na prática de actos ilegais, as referidas entidades deverão, como é obrigatório num Estado de Direito Democrático, socorrer-se dos meios judiciais ao seu dispor, onde deverão comprovar o seu alegado direito de propriedade do referido espaço, que expressamente contestamos;

3) Caso as referidas entidades logrem realizar prova plena do referido direito e, em consequência, obter decisão judicial definitiva que ordene a esta Associação a desocupação do espaço em causa, a mesma acatará imediatamente a mesma com urbanidade e responsabilidade, sem qualquer necessidade de “protecção” ou “auxílio” das forças de segurança;

4) Porém, até que tal venha eventualmente a suceder, esta Associação não permitirá que as referidas entidades pratiquem, de forma ilegal, actos tendentes ao esbulho violento do referido espaço, no sentido de se apropriarem ilegitimamente do mesmo, reservando-se esta Associação no direito de agir em conformidade, recorrendo aos meios legais ao seu dispor para fazer cessar, cautelar e definitivamente, a violação dos seus direitos;

5) Em relação à propalada comunicação da APCVD, relacionada com a suspensão do registo desta Associação como Grupo Organizado de Adeptos oficialmente reconhecido pelo Sporting Clube de Portugal e pela Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD, a mesma limitou-se, sem possibilidade de contraditório por parte desta Associação, a cumprir os trâmites legais actualmente previstos na Lei n.º 39/2009, de 30 de Julho;

6) A referida Lei, conforme oportunamente tivemos oportunidade de transmitir em sede própria, junto da Assembleia da República, não reconhece quaisquer direitos aos adeptos de desporto, organizados ou não, mas apenas deveres, obrigações e sanções, “empurrando-os” para uma ilegalidade que não se pretende e que apenas potencia os actos que se pretendem precisamente evitar e erradicar;

7) Nesta temática, apenas podemos lamentar que o nosso Clube se tenha limitado a uma breve intervenção escrita no processo de discussão pública da última alteração à referida Lei, não defendendo dignamente os seus Associados das nefastas repercussões da mesma;

8) Ao invés de defender os seus Associados, de reconhecer e acarinhar os adeptos mais fiéis que existem, e de procurar angariar o máximo de apoio possível para as suas equipas desportivas, a actual Direcção do Sporting Clube de Portugal de tudo tem feito para impedir e dispersar esse apoio organizado, cancelando unilateralmente bilhetes de época adquiridos e pagos; dificultando a aquisição, por Associados, de bilhetes individuais; bloqueando, para a Curva Sul, a possibilidade de aquisição online e no âmbito de campanhas solidárias; impedindo a entrada de material de apoio do Clube no próprio Estádio e Pavilhão; retirando do Estádio placas alusivas aos GOAs; eliminando do website oficial do Clube as referências e elogios a (todos) os GOAS; cancelando a venda dos CDs desta Associação na Loja Verde (continuando no entanto a passar os mesmos nos sistemas sonoros dos recintos desportivos); chegando ao cúmulo de emitir ordens a membros das forças de segurança para apreender vestuário pessoal com as cores e o símbolo do nosso Clube e desta Associação e de exortar clubes adversários a impedirem a entrada de material de apoio ao Sporting Clube de Portugal;

9) Enquanto estes actos de censura e de violação dos mais elementares direitos dos cidadãos são praticados em locais onde se realizam competições desportivas, as entidades públicas responsáveis pelas referidas competições e pelo Desporto em geral remetem-se a um comprometedor silêncio, ao arrepio das suas obrigações legais e estatutárias;

10) Desde a última tomada de posição pública desta Associação, temo-nos reservado e concentrado em encontrar formas de permitir a todos os Associados do Sporting Clube de Portugal que integram esta Associação o acesso à aquisição de bilhetes para os jogos das mais diversas modalidades – nomeadamente a quem adquiriu a sua GameBox através da Associação e que viu a mesma ser cancelada de forma ilegal sem que até à presente data tenham obtido qualquer explicação ou esclarecimento directo por parte do Clube – tendo para isso de contornar as limitações impostas, na própria casa, pelo próprio Clube que apoiamos, de forma a mantermos o apoio inequívoco pelo qual sempre nos pautámos;

11) Porém, uma vez mais, o nosso nome foi chamado para a praça pública através de notícias plantadas nos meios de comunicação social de uso privilegiado desta Direção e de um discurso (mal) lido e não redigido pelo seu Presidente, onde este faz tabula rasa de todos os elogios dirigidos em privado a esta Associação e ao reconhecimento de que a mesma nada deve a ninguém, para uma vez mais apontar o dedo a quem não deveria, nunca, apontar;

12) Esta Associação continua a ouvir e ler falsas acusações que lesam o seu bom nome e o que representa no Universo Leonino há mais de 17 anos, sem que sejam apresentadas quaisquer provas ou fundamentos, tentando moldar negativamente a opinião pública dos Associados e adeptos do Sporting Clube de Portugal;

13) Para desmistificar todas as mentiras sobre “borlas”, “regalias” e “negócios” que têm sido propaladas em relação a esta Associação sobre os cognomes “claque” ou “claques”, nas próximas semanas traremos ao conhecimento público, de forma documentada, toda a informação sobre as relações protocoladas e o cumprimento das obrigações para todas as partes envolvidas, nomeadamente, a nível financeiro;

14) Conforme prometemos, já provámos e reiteramos, estaremos sempre aqui, em Portugal ou no estrangeiro, faça chuva ou faça sol, para fazer o que sabemos fazer melhor: apoiar de forma incansável apenas e só o nosso Sporting Clube de Portugal;

15) Ao contrário do suposto líder do nosso Clube, nunca escondemos a nossa cara, sempre pensámos pela nossa cabeça e sempre assumimos os nossos actos, lamentando que a manifesta falta de liderança, comunicação e competência que têm trazido resultados negativos ao nosso Clube sejam insistentemente escamoteados na praça pública utilizando o nome desta Associação como o bode expiatório habitual, sobre o pretexto de actos de violência em que não participámos, não protagonizámos, não filmámos e que condenamos;

16) Da mesma forma que não invadimos absolutamente nada, seja nas garagens do Estádio ou no Pavilhão – cuja bancada central, note-se, é de livre acesso e passagem para quem acede à bancada sul – nem praticámos qualquer acto de violência contra outros Associados, pessoas e bens do Sporting Clube de Portugal;

17) Por muito que tentem alimentar diariamente um sentimento de ódio e de revolta no seio deste grupo de Associados, saberemos, como o temos feito, manter a serenidade possível e concentrar-nos na organização do apoio às equipas das mais diversas modalidades;

18) Quando todos os limites forem atingidos e ultrapassados não existirá a resposta violenta pretendida, mas apenas um silêncio ensurdecedor.

Pelo Sporting, Sempre!

A Associação Directivo Ultras XXI”