Bruno Lage esclarece tudo: Chegada de Weigl e saída de Gedson

A conferência de imprensa tinha como objetivo antever o duelo com o Vitória SC, relativo à 15.ª jornada do campeonato nacional, mas foi ‘dominada’ pela chegada de Julian Weigl. Bruno Lage deixou rasgados elogios ao internacional alemão e recordou que pediu um outro jogador de topo… que o Benfica acabou por não conseguir contratar, sem, no entanto, revelar o nome em causa.

Traz coisas boas e menos boas. As boas é que dá oportunidade de as pessoas se juntarem com as famílias, de recuperar. Estar algum tempo sem treinar pode condicionar um pouco, mas pelo que foi o nosso regresso ao trabalho, acredito que a equipa está concentrada e motivada para voltar às boas exibições e às vitórias”.

O balanço já foi feito várias vezes. Esta oportunidade de se fazer um ano quando se inicia 2020 é fantástica para encerrar o ano que fechou. Está fechado. Este é o momento de olhar para o nosso carro, para o conta-quilómetros, carregar no botão e começar do zero. Mudou muita coisa, mas não muda a nossa mentalidade. É um recomeço em que temos que estar muito bem, porque é difícil jogar contra o Vitória”.

Sobre Julian Weigl, Bruno lage deixa certezas:” É um grande jogador que se junta a uma grande equipa, recheada de grandes jogadores. É um médio com enorme capacidade de construção. Vai trazer muitas soluções para aquela posição. Podemos contar com ele. Acredito que vai ao encontro do que pretendemos, que é uma equipa a construir a partir de trás, a ter domínio, e ele tem essas caraterísticas. É um médio de grande valor. O mais importante é sentirmos que fizemos uma boa contratação, que chega a uma grande equipa”.

O plantel é curto, competitivo e equilibrado. O Benfica tem que olhar para a academia e, a partir do momento em que preparamos as coisas a curto e médio-prazo, ter uma perspetiva de mercado semelhante a esta. Não vejo uma mudança de paradigma, mas sim da continuidade do que temos dito. As decisões passam por várias pessoas e, a partir daqui, temos de olhar para tudo e estar sempre preparados. A nossa visão tem de passar por criar um plantel que dê garantias que sejamos muito competitivos nas várias competições. Às vezes, o mais difícil não é chegar ao jogador, é convencê-lo a vir para Portugal, e nós conseguimos. Estamos satisfeitos. Há seis meses indiquei o nome de um jogador, não conseguimos lá chegar por diversas razões e, no final do ano, foi mais uma vez eleito o melhor jogador a atuar na posição e no país em que atua. O mais importante é ver que o trabalho está a ser feito”.

“É determinante. Para já, o que tenho a dizer sobre o plantel é que queremos que seja mais curto. Temos jogadores que podem desempenhar várias funções. Queremos que os jogadores sintam que têm oportunidade de jogar. É nesse sentido que vamos ter que nos organizar. Foi o que fizemos em janeiro do ano passado, na pré-época e é o que vamos fazer agora”.

Sobre uma possível saída de Gedson Fernandes: “Desde que sou treinador que os jogadores do Benfica têm sido apontados a vários clubes, é revelador do trabalho que fazemos e da qualidade dos jogadores. Não tenho nada a acrescentar. A felicidade de ambas as partes é muito importante. Até agora não tenho conhecimento de nada, o Gedson não falou comigo”.