SL BENFICA vai recorrer ao chumbo da OPA

A oferta publica de aquisição (OPA) lançada pelo Benfica à sua sociedade anónima desportiva poderá ter como destino o tribunal. O clube, através da Sport Lisboa e Benfica SGPS, admite ir para a justiça para contestar o entendimento do regulador, que travou a OPA devido ao modelo de financiamento definido para a operação. Pelo meio, o Benfica vai sugerindo que, se houve fugas de informação, não foram da sua parte.

Esta segunda-feira, 23 de março, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) entregou à SAD a decisão de que, nos atuais moldes, a OPA lançada pelo clube é chumbada devido a irregularidade na forma escolhida para financiamento – que, até agora, nunca foi comunicada ao mercado pelo Benfica.

A SGPS detém 67% da SAD, querendo chegar aos 95% nesta OPA. Após a posição do regulador, ainda há espaço para a pronúncia da SGPS e, por isso, para poder vir a alterar a sua forma de financiamento.

Assim, como já assumia no comunicado ontem tornado público, o Benfica vai responder ao projeto de decisão da CMVM que chumba a OPA, a contestar o entendimento.

De acordo com a Tribuna Expresso, as águias pretendem ir mais longe e, havendo uma base jurídica distinta sobre o que está em causa, o assunto deverá transitar para o tribunal.

Aliás, dentro do SLB é também objetivo retirar também de cima de si o ónus pela notícia da passada sexta-feira, em que o “Jornal Económico” avançou que a SGPS se preparava para deixar cair a OPA por conta da pandemia de covid-19 e pelos seus efeitos económicos.

Ou seja, o Benfica admite ir para tribunal por conta de uma operação da qual ia recuar.